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Page history last edited by Luciana Betat Bitencourt Leal 2 years, 7 months ago

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE É UM DOSSIÊ DE INCLUSÃO?

O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos.Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a)será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para suas conquistas individuais.

 

  • Relate uma experiência com educação especial e/ou inclusão.

 

 Uma das experiências que tenho com inclusão aconteceu no  ano de 1998.Estava iniciando no Estado e trabalhava com uma turma de 4º série.Nessa turma tinha um menino que tinha uma séria deficiência visual.Para que ele conseguisse copiar as atividades do quadro,ele precisava se levantar para ir ver de perto o que estava escrito.Assim ele ficava o tempo todo,mas tinha muita vontade de estudar.

As folhas xerocadas para o trabalho em aula eram ampliadas ao máxino possível,em folhas A3.

A inclusão desse menino foi uma experiência muito rica e bonita.

Os colegas podiam perceber todo o esforço que o menino Renan fazia para estudar,o que de certa forma era muito motivador para os demais alunos.

Essa foi uma experiência de inclusão que deu certo.

Outra experiência foi no ano de 2002,com uma turma de 1º série,com um menino que ,na época,tinha idade compatível com a série.

Esse menino tem um retardo mental com idade mental inferior a sua idade cronológica.

Lembro que na época ele se apresentava muito agitado,às veze se mordia,comia papel,cola,era uma situção incontrolável,acho que tudo isso se devia a muita ansiedade.Ele não conseguia copiar nada,não aconpanhava o raciocínio dos colegas,e acabava não produzindo nada,muitas vezes atrapalhando o rendimento dos demais alunos.Confesso que quando ele estava agitado,era muito difícil o trabalho e ao mesmo tempo angustiante como professora.Não sabia como lidar com aquela situação.Quem,às vezes me auxiliava era a coordenadora pedagógica.A família era muito resistente aos problemas do menino.Ele já havia sido encaminhado por especialistas à uma instituição especializada,onde ele pudesse ter uma acompanhamento melhor e mais de perto.A família nunca levou muito `sério essa deficiência.

Hoje,ele está na 3º série,sendo retido duas ou três vezes em cada série.S´que os problemas hoje são outros.Ele está com quase catorze anos e suas necessidades físicas,condizentes com sua idade, estão aflorando.    

Essa experiência mostra que nem sempre incluir uma aluno especial em uma turma regular apresenta dá certo.Talvez se esse menino estivesse em uma escola especial teria apresentado resultados mais satisfatórios e até mesmo um desenvolvimento melhor.

Com essas experiências,percebo que não estamos preparados para incluir alunos com certas deficiências,pois não estamos habilitados e nem preparados para fazer com que esse aluno progrida dentro das suas limitações.         

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06/04

 

Neste ano tenho um menino com necessidades especiais.

Não sei ao certo o que ele tem,mas parece uma conduta típica de um quadro psicótico.

Conversando com as minhas colegas que já foram professoras dele,parece-me que ele está muito bem.Evolui muito no que se refere ao comportamento e relacionamento com seus colegas e até com professores.  

Ele sentou em uma classe do fundo da sala de aula,e como  ele me solicita sempre ao fazer as atividades e como ele também está se distraindo muito,resolvi trocar ele de lugar,colocando-o na em uma classe na minha frente.Ele acabou ficando muito nervoso,e com isso,não trabalhava,percebia que ele se irritava com o barulho percebido no pátio e que o movimento visto pela janela,estava perturbando-o.

Ele não conseguiu lidar com essa troca de lugar,reclamava o tempo todo e paracia que estava muito angustiado.

Acabei colocando-o novamente no seu lugar,lá pelo menos ele fica mais tranquilo,ou melhor,menos perturbado.

Esse link abaixo é de uma postagem que fiz no meu blog com o títuloToda a sala de aula é inclusiva. 

 

   http://lubetat.blogspot.com/2009/04/toda-sala-de-aula-e-inclusiva.html

 

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UNIDADE 2

 

Os dados a seguir serão sobre a escola onde trabalho.

A escola pertence a rede pública estadual em porto Alegre.

As etapas de escolarização são educação infantil,ensino fundamental(séries iniciais e finais) e eja(séries iniciais).

Na escola, atualmente estão matriculados 796 alunos,sendo 365 alunos na educação infantil e nas  séries iniciais,317 nas séries finais e 114 na eja. 

A escola conta com 48 docentes,distribuídos nas diferentes etapas de escolarização. 

A escola não conta com serviço de orientação educacional desde a saída da funcionária no ano passado.

Após a pesquisa realizada com os professores,observei que até os mesmos têm dificuldades em apontar os alunos que apresentam ou não necessidades especiais,visto  que os familiares muitas vezes não comunicam a escola as dificuldades dos filhos,tornando-se assim difícil de apresentar dados concretos.

Os relatos de déficit de atenção por parte dos professores são muitos,mas muitas vezes os professores não têm conhecimento a partir de atestados ou relatos médicos e simplesmente pelo relatos dos pais. 

Faltam muitas informações aos docentes e principalmente o conhecimento exato dos problemas que os alunos realmente têm.

Um caso que me chama atenção é um aluno da terceira série,agora com catorze anos, muita dificuldade na aprendizagem,dificuldade motora e a professora, até agora não sabe a causa desses problemas,visto que os familiares não compareceram até agora a fim de esclarecer os problemas que o aluno na realidade  têm. Não se sabe se esse aluno tem algum  tipo de acompanhamento especializado,só se sabe que ele toma algum tipo de medicamento.

Na quarta série onde trabalho,tem um aluno com necessidades especiais,porém a mãe compareceu no primeiro dia de aula para comunicar as dificuldades do aluno,mas também não informou o quadro atual ou o tipo de deficiência que o aluno apresenta. Soube através de um bilhete enviado por ela, na semana passada ,que ele tem um acompanhamento com psicopedagogo , psiquiatra e terapeuta ,no CEAPIA(Centro de estudos e acompanhamento para a infância e adolescência) e que os funcionários querem marcar um horário para estarmos conversando sobre o menino.

Nas demais turmas da educação infantil e séries iniciais não constam alunos com necessidade especiais,salvo casos de déficit de atenção e hiperatividade,outros com problemas emocionais.

Um dado que me chamou atenção na pesquisa,foi o fato da escola não ter conhecimento de nenhum aluno nas séries finais com algum tipo de necessidade especial.A coordenadora me relatou que até agora,a escola não teve nenhuma informação desse tipo.Ela falou que os pais só comparecem a escola para  informar quando o aluno apresenta algum tipo de dificuldade de aprendizagem,parecendo que à escola, não interessa esse tipo de informação. 

Na eja também não se tem notícia de alunos com necessidades especiais.

Percebi que a escola apresenta dificuldade em fornecer dados concrteos,dificultando a identificação e até mesmo a tomada de decisão em atender alunos que por ventura tenham algum tipo de necessidade especial,pois os familiares muitas vezes são negligentes em procurar atendimento e até mesmo em informar a situação real a escola.

Acredito que tal fato seja comum aos outros estabelecimentos escolares,dificultando uma tabulação em termos numéricos aos órgãos competentes a fim de preparar estratégias para receber e preparar aqueles que irão trabalhar com alunos especiais. Consequentemente a esse fato, muitos alunos estão a engrossar as fileiras daqueles que não aprendem,são repetentes e abandonam a escola.

Na verdade os estebelecimentos de ensino,bem como órgãos competentes carecem de estudos e de informações que possasm dar suporte as análises  a fim de estebelecem metas e planejamento para atender ao chamado da inclusão nas escolas. 

Com a declaração de Salamanca,em 1994 se estabelece como princípio que as escolas do ensino regular devem educar todos os alunos,enfrentando a situação de exclusão escolar das crianças com deficiência,percebe-se que muita coisa há ainda a ser feita.

Atender alunos especiais com tamanhas deficiências, na rede regular,requer planejamento e estratégias e profissionais preparados a fim de atender as expectativas e as necessidades dos aprendizes,tornando assim o processo de inclusãoeficiente,ou seja,a escola tem que apresentar,a partir do seu PPP uma proposta que contemple estratégias e tomada de decisão,caso haja em sua clientela alunos que demandem medidas diferenciadas.

Na escola onde trabalho posso afirmar que em nenhum documento,seja PPP ou Regimento,existem algum tipo de informação que inclua alunos com necessidades espaciais.

No nosso quadro de funcionários também não existe profissionais capacitados que possasm atender às necessidades desse tipo de aluno.Segundo a Resolução do Conselho Nacional de Educação e Câmara de Educação Básica,cabe as escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais para uma educação de qualidade para todos.

Conforme a art.59 da LDBEN ,os  sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais profissionais com especialização adequada ,capacitadaos para a integração desses educandos nas classes comuns.

Que tipo de especialização os profissioanis dispõem por parte dos órgãos competentes,ou seja,da secretaria de educação?

Até hoje,nunca fui informada de nenhum tipo de curso ou especialização oferecido pela secretaria de educação na qual estou lotada para qualificar profissionais que atuam em sala de aula.Se temos algum tipo de informação e conhecimento sobre o assunto, é porque vamos em busca de novos saberes e de estarmos atualizados.

Enfim,ainda há muito o que se fazer.Concordo que no que se refere à leis estamos bem servidos e amparados,mas o fato é que pouco se sabe,com dados concretos,sobre os números exatos de alunos com necessdiade especiais.Falta planejamento e conhecimento da parte dos órgãos competentes a fim de conhecer e  capacitar os profissionais e melhorar as condições de atendimento nas escolas regulares.

Acredito que uma equipe de profissionais competentes(psicólogos,pedagogos e psicopedagogos) seriam indicados em cada estabelecimento de ensino para que pudessem auxiliar no processo de aprendizagem dos alunos com necessidades especiais e também amparar os professores,que muitas vezes não sabem lidar com tais necessidades.         

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UNIDADE 3 

 

Esses dados se referem ao município de Porto Alegre,nas escolas da rede pública minicipal.

 

Número de alunos considerados com necessidades  educacionais especiais   

  • Escolas Especiais- 617(1,4% do total de alunos da RME)
  • Educação Infantil- 67 (1,19) do total de alunos matriculados da RME)
  • Ensino Fundamental-2239(5,43 % do total de alunos da RME)
  • 750 com atendimento na Sala de Integração e recursos(SIR)

 

Modalidade de atendimento

  • Educação Precoce e PSICOPADAGOGIA INICIAL-EP/PI-   95

  • Educação Precoce -EP-VISUAL-     16

  • Sala de Integração e Recursos -SIR-    750

  •  

 Escolas Municipais Especiais

 

EMEEF Elyseu Paglioli

EMEEF Luiz F Lucena Borges

EMEEF Lygia Morrone Averback

EMEEF Tristão Sucupira Viana

 

Proposta Pedagógica

 

O trabalho da Educação Especial é assessorar os diferentes espaços onde a criança,jovens e adultos com necessidades educacionais especiais estão incluídos.Nessa perpectiva,o território de aprendizagem da educação especial está organizado como uma modalidade que perpassa todos os outros territórios.

 

 

HISTÓRICO

 

Em 1990 ,uma significativa mudança é realizada em Porto Alegre:as crianças com necessidades especiais(NEE) são integradas às escolas regulares.As 22 classes especiais que existiam nas escolas são substituídas pela inserção dos alunos junto às demais crianças nas escolas regulares.Os estudantes com deficiências mentais severas ou sofrimento psiquíco,que necessitam de espaço educacional especializado,são conduzidas as quatro escolas especiais da Rede que estavam em projeto e passam a priorizar uma concepção pedagógica e não mais do tratamento médico-clínico.

 Para que fosse possível a inclusão desses alunoscom necessidades educacionais especiais,nas escolas da regulares da  rede,foi preciso criar um cronograma de adequação aos prédios,eliminando as barreiras arquitetônicas para o acesso de alunos cadeirantes e com dificuldade de locomoção,adaptando banheiros,entre outros equipamentos.

  A fim de melhorar o processo de aprendizagem e qualificar a inclusão escolar,foram implantadas as Salas de Integração e Recursos(SIRs)que são utilizadas para investigar as necessidades e acompanhamento da escolarização de cada indivíduo.

Além disso,as SIRs são espaçosonde as famílias recebem orientações e há trocas de experiências entre os professores dos alunos com estes profissionais.Existem também as SIRs para alunos com deficiência visual,que contam com dois profissionais especializados,m áquinas de escrever e impressoras em Braille,lupas eletrônicas,jogos e materiais ampliados em cada uma delas.

Todas as escolas da Rede tÊm acessibilidade parcial ou estão em implantação,e cerca de 70% das escolas de Educação Infantil,alcançam a acessibilidade plena.Isso significa equipar as escolas para que todos tenham acesso total as suas instalações.

As quatro escolas especiais e as demais escolas regulares da Rede atendem crianças com necessidades educaionais especiais desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.Jovens e adultos maiores de 21 anos têm a oportunidade de continuar sua formação nas turmas de EJA ,que também acolhem alunos especiais.Anualmente são oferecidos cursos de formação para profissionais da rede a fim de qualificar o processo de inclusão dos alunos com NEE nas classes comuns das escolas regulares.    

 

 

Fonte de pesquisa: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smed/default.php?p_secao=145

 

 

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ESTUDO DE CASO

 

 

 

O trabalho consiste na apresentação de um aluno portador de necessidades especiais.

Em seguida, será feita uma breve apresentação de um caso de uma criança,seguida da sua história de vida e das intervenções que foram sendo efetuadas no sentido de desenvolver pessoal e socialmente. 

 

 

  • CARACTERIZAÇÃO DO ALUNO

 

Trata-se de uma criança do sexo masculino,nascido em  17/09/1997 em Caxias do Sul. 

 

 

  • CARACTERÍSTICAS COMPORTAMENTAIS DO ALUNO

 

Aluno apresenta ritmo lento de trabalho,muito metódico ao realizar as atividades,necessidade constante  de um  atendimento individualizado,apresenta tiques nervosos.Ao de deparar com o erro, apresenta grande irritabilidade.Ao errar se considera incapaz,diz coisas como"quero morrer","não consigo fazer nada certo",apresenta baixa auto-estima.

Necessita de combinações prévias até mesmo para mudar de lugar.

As mudanças trazem para ele uma angústia e um sofrimento, aumentando seus tiques nervosos.   

 

  • HISTÓRIA DE VIDA

 

O relato que segue foi feito pela mãe do menino W.

"O W nasceu em Caxias do Sul ,em 17/09/1997numa quarta-feira.

Tive uma gravidez maravilhosa e foi uma criança muito desejada.No 8º mês,ele se enrolou no cordão umbilical,impedindo assim o parto normal.A cesariana foi tranquila,sem problema algum.

Meu marido e minha sogra participaram ativamente do nascimento, dando suporte necessário para a mãe de 1º viagem.

"Netinho" nasceu de 38 semanas, para que não houvesse sofrimento e possíveis danos por ele estar enrolado no cordão.

Se desenvolveu normalmente,sem muitas cólicas e sendo um bebê bastante tranquilo. 

Aos 8 meses nos mudamos para Canoas,pois meu marido precisava estar mais próximo do trabalho.Ele é músico profissional,além de ser professor de acordeon.

O crescimento e desenvolvimento do W transcorreu normal,sendo acompanhado sempre que necessário por um pediatra.

O amadurecimento físico sempre foi no limite do tolerável.A fala demorou um pouco mais.Na família do meu marido,tem irmãos que também demoraram a desenvolver a fala.Sempre dentro do período limite.Não se pode classificá-lo como atrasado,pois estava no limite aceitável para aquela faixa etária.Neste período se mostrou ser uma criança tranquila e sem muitos choros e reclamações.Se distraía com seus brinquedos,se alimentava muito bem,não tendo restrições para gosto de qualquer alimento.

A família do meu marido sempre esteve presente nas etapas da vidinha dele,  avós, tios, primos, padrinhos, madrinhas, etc.

Quando estava com 11 meses teve uma crise de bronquiolite,tendo que tomar medicações e fazer nebulização.O que foi muito traumático,pois não aceitava as medicações.A partir daí,começou a restringir seus alimentos e se recusava a comer furtas e determinadas comidas.Nesta época teve crises sucessivas de rinites e otites severas que evoluíram em infecções que estouraram seus tímpanos. Sempre acompanhado de perto por seu pediatra.

Entrou na Escolinha Maternal "Mundo Encantado"com 3 anos, para se socializar,pois achávamos muito sozinho por ser filho único.Começou a apresentar dificuldades de interagir com outras crianças,preferindo brincar sozinho,com brinquedos escolhidos por ele.A escola o diagnosticou como autista. Sua pediatra não o enquadrou nesta patologia por faltar elementos que assim o qualificasse.

Seu desenvolvimento continuou dentro dos padrões para a faixa etária,mas sempre no limite.

Nos modamos para Porto Alegre,isso facilitou o entrosamento com a avó materna.Tornaram-se "parceiros" e todas as sextas-feiras,sendo o dia deles.Era buscado no sábado.

Ingressou no Jardim A ,na Escola Estadual Camila Furtado Alves.A escola foi escolhida pela proximidade da nossa residência.A professora tinha algumas dificuldades com seu comportamento.Enquanto dava tarefas para a turma,o W chamava sua atenção rolando no chão,ficando embaixo da mesa,fazendo com que a turma se dispersasse.Conseguiu sem problemas,entender e absorver conteúdos.Não gostava de participar de atividades onde precisava interagir com o grande grupo como apresentações,jogos coletivos e educação física.Se  escondendo e pela sua expressão facial,notava-se bastante incomodado e sofrendo com aquela situação.

Tinha dificuldades de acatar regras e combinações,preferindo fazer coisas que ele achava interessantes. Começaram as brigas e desentendimentos.Não gostava de tirar o casaco quando a temperatura esquentava.Ficava desconfortável,mas resistindo a tirar a roupa.Vinha da escola sempre muito sujo e faltando materiais escolares.Quando perguntado,não sabia informar,apresentando uma falta de organização com seus materiais.

Em casa aprendeu a arrumar a cama e fazer pequenas coisas,responsabilizando-se pelo seus brinquedos. Tinha dificuldade para relaxar e dormir,ficando agitado e levando até 40 minutos ou mais para dormir. A rotina de tarefas era cumprida com horários definidos para dormir,brincar,tomar banho,etc.

Sempre dialogamos com a família do meu marido em busca de algumas semelhanças em seus comportamentos diferenciados.Fizemos algumas constatações referentes ao comportamento de parentes e familiares próximos e afastados.Conseguimos traçar algumas familiaridades entre patologias que não são poucas e inexpressivas,com as atitudes do W.  

Ele entrou na 1º série conseguindo absorver os conteúdos e oferecendo grandes resistências ao fazer algumas atividades na escola,como copiar atividades do quadro e não conseguia se organizar com seu material.Também apresentava uma resiatência em obedecer a professora,indo muitas vezes à sala da diretora para poder se organizar e fazer as tarefas de uma forma mais organizada.

As diferenças sociais e educacionais se acentuaram bastante.Com uma conversa no meio do ano com a psicóloga dos professores,ela sugeriu então,que ele fizesse uma avaliação no CEAPIA,para que se houvesse necessidade,então que ele tivesse um acompanhamento para auxiliá-lo, dentro das dificuldades apresentadas.

Foi agendado uma triagem e foi designada uma psicóloga para atendê-lo uma vez por semana,para que pudessem descobrir à fundo suas dificuldades.

Como estava alfabetizado,passou para a 2º série,mas os problemas continuaram.Foi sugerido então a troca de escola,pois ele também não se sentia bem com os colegas.

Outras questões também foram levadas em consideração.

No mês de setembro começou a fazer uma terapia de grupo.Ambientoterapia,2 vezes por semana.Nós, íamos uma vez por mês fazer os ajustes necessários  no manejo com ele e, aprender a mudar nossa postura e opiniões quanto aos problemas dele.

Ingressou na escola Souza Lobo em 2006.Continuamos a terapia,ele começou a tomar Risperidona, receitado pela psiquiatra.A medicação ajuda a conter a agressividade, impulsividade e os pensamentos psicóticos.

Foi diagnósticado como tendo Transtorno de Desenvolvimento Global.

Nesse ano teve problemas de adapção, conflitos com brigas e uma inflexibilidade  da professora em entender os problemas.Mas, com tínhamos o suporte da equipe do CEAPIA, pudemos dividir os problemas.

Tivemos que deixar as questões pedagógicas e nos focar no desenvolvimento em áreas imaturas do seu desenvolvimento em relação a faixa etária.A professora por sua vez, apresentou dificuldades no manejo com ele, foi preciso que o CEAPIA interagisse com ela para que mudasse sua postura inflexível e resistente ao trata-lo.

 

Naquele ano não conseguiu passar para a terceira série, repetindo o ano.Começou fazendo a segunda série com outra professora.Com o apoio dos terapeutas, consegui realizar um trabalho de aprendizado muito bom.O desenvolvimento também foi se adequado a faixa etária.Sem problemas passou para a terceira série.

 

Nos mudamos para a Av Pará,bem próximo da escola Souza Lobo, e ele começou a ir sozinho para a aula, adquirindo confiança em si próprio.

 

Durante todo esse período,tivemos sempre o apoio familiar,tanto materno,quanto paterno.Enfrentamos dificuldades e recompensas com as vitórias.Teve alta da ambientoterapia e passou a fazer terapia individual para encarrar seus problemas de frente.Passou de ano, indo para a quarta série.Começamos a ir duas vezes por semana na psicóloga e uma vez por semana com a psicopedagoga.

 

O crescimento e o amadurecimento foi muito grande, ele deu um salto enorme desde o momento que começamos a trata-lo no CEAPIA.

 

Perdemos a minha mãe, que era mutio importante para ele em março.Continuamos com o CEAPIA ao nosso lado e vislumbramos um horizonte cheio de expectativas positas para o seu futuro.

 

Desde de os sete anos frequenta um grupo escoteiro, que o ajuda de várias formas. Também contribui muito para a sua conscientização social e seu papel perante a família, a escola e os amigos.

 

Nesta tragetória toda tivemos momentos difíceis, cansativos e sem perspectivas. Mas, hoje temos a certeza de termos investido no futuro dele e no seu bem estar.

 

Está valendo muito este aprendizado que estamos tendo e valorizando a oportunidade que tivemos.

 

Espero que consigamos atingir todos os objetivos.Porque limites para um sonho não há."

 

                                                             Mãe.                                     

 

 

 

ACOMPANHAMENTO ESPECIALIZADO 

 

O aluno frequenta uma clínica reconhecida em Porto Alegre,onde recebe  atendimento de profissionais como,psicopedagogo,psicólogo, psiquiatra e neurologista  e atendimento aos pais ,desde 2007.

A seguir apresentarei um relato feito pela psicóla e psicopedagoga do aluno apresentado.

" Quando iniciou o acompanhamento,apresentava muita dificuldade de socialização;tem um auto poder destrutivo,baixa estima;o erro o conduz a reafirmar a sua incapacidade;muito metódico ao relaizar qualquer atividade;tem tiques nervosos,que são tratados com medicação afim de diminuí-los.Atualmente existe a possibilidades de rever com o psiquiatra a medicação;os tiques são incontroláveis,na medida em que ele fica ansioso e nervoso;sua ansiedade também está sendo tratada com medicamentos;fica bravo quando erra,isso porque seu processo em aceitar o erro o conduz a incapacidade."

Perguntei qual era a causa das suas dificuldades,ou seja,a sua doença ou transtorno,e elas me responderam que não era para eu me preocupar com diagnósticos,mas sim com a evolução apresentada por ele ao longo do processo. 

Outro relato feito pelas profissionais foi de que as barreiras,ou seja,a dificuldade de socialização e o poder de se auto destruir,precisam ser tratados e controlados,a fim  de que consigas aprender.

Apesar de que muitas já foram as vitórias no decorrer do tratamento.

 

  • QUADRO ATUAL  

Apesar de algumas dificuldades relatadas nas características comportamentais,hoje esse menino W consegue se relacionar com seus colegas,sorri em determinadas situações,esse fato se comprova pela conversa em sala de aula com seus colegas,fato esse,que antes não acontecia.Quer dizer que até a conversa em aula,mostra o quanto ele já evoluiu no processo da socialização.

Em relação à aprendizagem,ele está muito bem cognitivamente,conseguindo acompanhar os processos em paridade com seus colegas,muitas vezes até supera os demais na aprendizagem de novos conhecimentos.

Ainda é bastante metódico com seu material e cadernos.

Quando erra e fala que quer morrer,questiono que por tão pouco ele quer morrer?Que será que seus colegas não erram?Isso seria um motivo para querer morrer?E ele acaba concluindo que não,e ri.

Ele sentava na última classe,mas por necessitar de um atendimento individualizado,coloquei-o na frente da minha mesa.

Ele se mostrou resistente,não conseguia trabalhar,ficou muito ansioso e nervoso.Então percebi que a troca,para ele estava sendo traumática,e achei melhor que ele voltasse para seu antigo lugar.

Nesta semana,fiz um combinado com ele.Combinei que na próxima semana,dia 11/05,ele trocaria de lugar.Mostrei no calendário,e ele aceitou.Passados alguns dias,relembrei qual dia seria feita a troca de lugar.Vamos ver como ele vai se mostrar diante dessa mudança,porém já combinada com certa antecedência,a fim de evitar angústia e nervosismo.   

11/05 à 15/05

O aluno W  trocou de lugar,está sentado na frenta da minha mesa,apresenta-se bastante tranquilo.Aceitou a mudança e não apresenta mais ansiedade nem demosntra nervosismo.

Percebi que nesta semana,não apresentou tiques nervosos,não sei se os médicos que tratam ele trocaram a medicação ou coisa parecida.

Outro fato que achei relevante foi,quando na quinta-feira,ele estava indo embora e me deu um beijo.Normalmente ele me dava apenas um tchau com uma carinha amarrada.

  Também enviei na segunda -feira um pedido para que a mãe me fizesse um relato da sua história de vida.Estou aguardando essas informações para apresentar nesse espaço.  

 

  • O que são tiques? 

http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/tiques1.asp

 

 

http://super.abril.com.br/superarquivo/2001/conteudo_119447.shtml

 

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UNIDADE 6

 

 

  •  Comportamentos observáveis na escola sobre alguns aspectos:

 

O aluno W está em processo de construção do seu relacionamento com seus colegas,visto que nos anos anteriores suas dificuldades de relacionamentos eram bem maiores.

Atualmente mantem uma boa interação com seus colegas ,relaciona-se bem,na hora do recreio procura estar inserido nos grupos.

Com a professora procura estabelecer um contato que vem melhorando a cada dia.Conversa,conta fatos do fim de semana,seus passeios e atividades .

No que se refere à aprendizagem,está muito bem,conseguiu atingir todos os objetivos propostos no trimestre.Ainda se  apresenta um pouco lento na realização das atividades,mas procura concluí-las em casa.Nesse caso a tolerância terá que ser maior,no que se refere a conclusão das atividades.

Na escola não tem nenhum movimento para incluir os alunos com NEE,cada professor toma suas próprias medidas,fazendo as alterações que julgar necessário,no que se refere as atividades,avaliações,etc.

Quanto ao aluno W,a família tem papel decisivo no seu proceso de evolução,pois perceberam que tinha algo errado e decidiram procurar ajuda profissional.

O W frequenta duas vezes por semana atividades no CEAPIA,  com a psicóloga e uma vez com a psicopedagoga. 

Nesta semana a mãe do W me relatou que quando ele começou a frequentar o Ceapia,os profissionais achavam que seria impossível realizar algum tipo de trabalho,pois ele simplesmente se escondia embaixo da mesa,não fazendo nenhum tipo de interação com os profissionais. 

Visto a complexidade do seu caso,no passado,e hoje,todas as vitórias alcançadas,percebe-se que o apoio familiar,juntamente com o acompanhamento profissional,é possível vencer as dificuldades.Podendo assim seguir em frente. 

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UNIDADE 7 

A importância da avaliação quando tratamos de alunos com NEE, é  fundamental,pois nesse processo  de conhecer nosso aluno,suas limitações,sua história de vida,enfim toda sua esfera,nos permite  um novo olhar  àquele aluno,que até então era estigmatizado pela sociedade e pela instituição escolar.

Esse período de avaliação pedagógica permitiu ao longo desse semestre,conhecer o aluno W,a fim de traçar novas estratégias em sala de aula que lhe permitisse um maior aproveitamento das suas capacidades.

Vigotski chama de “novo ponto de vista” o que temos chamado de “um novo olhar” para as limitações e possibilidades dos deficientes; insiste que a validade social é a finalidade da educação. E para ele, o que é cultural é social, os signos são sociais, as ferramentas são sociais, todas as funções superiores desenvolvem-se de modo social, as significações são sociais – a base da estrutura da personalidade é social. A natureza, a gênese e a função da personalidade são sociais. 

O sucesso da aprendizagem está em explorar talentos, atualizar possibilidades e desenvolver predisposições naturais de cada aluno.

A necessidade de realizar um projeto curricular aberto e flexível, que permita mudanças e

transformações em função de determinados contextos escolares,será,nos dias de hoje,um agente sinalizador de que toda a instituição escolar deve estar preparada para receber e incluir alunos com necessidades educacionais especiais.

A escola  precisa, antes de mais nada, definir-se quanto à sua concepção de sujeito, de mundo, de sociedade, de deficiência, de eficiência, de desenvolvimento e aprendizagem, para poder conhecer  mais e melhor sobre as características das crianças e jovens que nela estão e dela esperam um papel crucial no desenvolvimento cognitivo em todas as esferas do simbólico.

Em sala de aula procuro direcionar as ações junto ao aluno W,de maneira que não apresente

uma forma diferenciada,mas sempre que percebo essa necessidade,converso individualmente com ele a fim de ele entenda o porquê desse tratamento especial.

Na época das avaliações e provas trimentrais,ele participou de forma igual em relação aos seus colegas.

Ele é avaliado na forma de um parecer descritivo,observando os aspectos cognitivos e comportamentais,de forma a contemplar um descrição bem detalhada,focando aqueles aspectos que merecem destaque,como seu relacionamento e desenvolvimento diante das relações sociais. Segue abaixo a cópia do parecer descritivo do aluno w. 

 

Aluno W

AVALIAÇÃO DO 1º TRIMESTRE

 

Integra - se bem com os colegas e com a professora.

 

Participa das aulas e demonstra interesse nas atividades propostas.

 

Ainda apresenta insegurança ao realizar as atividades sozinho, solicitando a ajuda da professora.

 

Porém ,percebe-se que ele entende quando questionado.

 

Apresenta organização e capricho com seu material.Porém, o  fato de às vezes ter um pouco de dificuldades ao organizar-se com  seus cadernos,de maneira que não lhe satisfaça,ainda gera certa ansiedade e irritação ,reclamando muito e se menosprezando.  

 

Compreende as diferentes linguagens - verbais, matemática, gráfica, plástica e corporal como meio de produzir, expressar suas idéias.

 

Sabe utilizar fontes de informações para adquirir conhecimentos.

 

No uso da linguagem matemática não teve dificuldades.

 

Nas demais áreas de trabalho, apresentou um desempenho bastante  satisfatório.

 

No que se refere à aprendizagem,o W está tendo um ótimo  aproveitamento.Porém,eventualmente,se mostra chateado,mau-humorado e murmurante,quando algo lhe desagrada.

 

Apresenta-se aberto ao diálogo com seus colegas e com a professora, fazendo relatos de fatos dos fins de semana, da visita de amigos, etc.

 

Parabéns W,tens um ótimo potencial!

 

No decorrer desse processo de construção do estudo de caso,percebi o quanto foi fundamental esse instrumento de avaliar,conhecer e poder entender toda a história de vida desse aluno,e que nesse conhecer,pude ter a certeza,que de realmente o diagnóstico não é o mais importante,mas sim esse novo olhar a partir desse conhecer.

 

 

 

 

Comments (8)

Simone Ramminger said

at 5:23 pm on Apr 4, 2009

Olá Luciana Betat!
Parabéns!! Criaste o pbwiki para o Dossiê, me enviaste o e-mail com o endereço, me deste acesso a ele e fizeste o relato da tua experiência. Lembra que um aspecto importante nos relatos é mudar o nome das pessoas envolvidas para preservar a identidade das mesmas. Tiveste outras experiências com pessoas portadoras de necessidades especiais? Lendo o teu relato fiquei pensando como cada aluno é diferente do outro, tem necessidades diferentes e como nós professores sempre temos mais coisas para aprender né?! Apontas ainda outro fator importante na inclusão: a influência da família.
Agora aproveita para ler os depoimentos dos teus colegas e deixar comentários. Abraço, Simone Ramminger - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 10:58 pm on May 3, 2009

Luciana apresentaste alguns dados da escola onde trabalhas, bem como os alunos com necessidades especiais que vocês atendem e fizeste algumas relações com os textos propostos. Podes indicar ainda no texto as condições sócio-econômicas das famílias, características da comunidade escolar, participação na escola...
Oferecer uma educação inclusiva de qualidade significa fazer adaptações físicas e pedagógicas, garantindo que esses alunos, além de serem acolhidos e integrados na escola, também aprendam.
Os casos desses alunos com necessidades especiais são discutidos nas reuniões de formação e planejamento da tua escola?
Em relação ao caso do menino com "quadro psicótico", que características ele apresenta que te leva a pensar que ele tem um quadro psicótico? Como tem sido o processo de aprendizagem dele e a interação com os colegas?
Chama a atenção que a tua escola não tem registrado os casos de alunos com necessidades educacionais especiais. Isso te faz pensar alguma coisa?
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 11:31 pm on May 9, 2009

Luciana vejo que já começaste os registros das atividades da unidade 3. Apresentaste os serviços de atendimento educacional especializado existentes em Porto Alegre, agora precisas explicar do que se trata, o que é o serviço, como é feito. Dá uma olhada no site da smed e/ou em outras fontes e registra no teu wiki as informações que achares pertinentes.
Escolheste o sujeito do teu estudo de caso e trouxeste algumas informações do menino. Qual a idade dele? Fizeste algum trabalho com a turma para recebê-lo?
Um abraço, Simone

Simone Ramminger said

at 5:35 pm on May 26, 2009

Luciana com relação a atividade da unidade 3, sabes como é o trabalho desenvolvido nessas 4 escolas municipais?
Quanto ao teu estudo de caso, vejo que já tens muitas informações sobre a história do menino. Portanto, fizeste a postagem da atividade da unidade 4. Observei que procuraste preservar a identidade do aluno, isso é importante. Sugiro que coloques entre "aspas" a fala da mãe, se possível até com outro tipo de letra, para diferenciar do teu relato. Lendo tua postagem percebe-se o quanto foi importante para o menino e sua família a procura por atendimento médico e psicológico. São nítidas as evoluções do menino. As trocas dos profissionais especializados com a escola também são muito importantes.
Os materiais da unidade 5 devem te ajudar no estudo desse caso.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Luciana Betat Bitencourt Leal said

at 6:23 pm on May 28, 2009

Simone
Acho que estou no caminho certo.Fico mais tranquila.
Abraços,Luciana

Simone Ramminger said

at 10:49 pm on Jun 14, 2009

Luciana a idéia da atividade 5 era comentar sobre a história de vida do aluno, avaliação inicial, diagnósticos (médicos, outros), encaminhamentos, atendimentos complementares especializados e processos investigativos. Tua postagem engloba essas informações, portanto tua atividade da unidade 5 está ok.
A atividade da unidade 6 já está disponível no Rooda, em aulas e deve ser postada até dia 21/06.
Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE

Simone Ramminger said

at 4:35 pm on Jul 4, 2009

Luciana observo que trouxeste as informações solicitadas na atividade 6. Comentas sobre o relacionamento do aluno com os colegas e contigo, sobre sua aprendizagem, sobre os movimentos para inclusão da escola e do aluno e sobre o envolvimento da família no processo de inclusão escolar. Sabes como é a rotina de W. fora da escola? Como é o relacionamento dele com o pai?
No texto "Deficiência Mental e Família: Implicações para o Desenvolvimento da Criança", Silva e Dessen falam sobre a importância do ambiente e da cultura para o desenvolvimento da criança: " A gama de interações e relações desenvolvidas entre os membros familiares mostra que o desenvolvimento do indivíduo não pode ser isolado do desenvolvimento da família (Dessen & Lewis, 1998)". Deixo uma questão para pensares: Qual a relação entre o contexto familiar em que ele vive e suas dificuldades de aprendizagem?
Um abraço, Simone - tutora sede

Simone Ramminger said

at 4:56 pm on Jul 4, 2009

Luciana fizeste também a postagem da atividade da unidade 7. Faltou comentar: Quais as contradições em relação ao que foi observado?
No texto "A rede de interações" Pistóia comenta que "o ser humano é o resultado de suas interações e a vida é a busca incessante por novos conhecimentos. Estes novos conhecimentos, de forma nenhuma, representam um investimento em vão. Eles são a efetivação do que se pretende, em termos de proposta educativa para os alunos em situação de desvantagem. São estes que constituem-se no maior desafio a ser enfrentado, pois representam a mudança radical no atual panorama educacional. Um dado extremamente relevante é que a transformação proposta pela educação inclusiva está a desacomodar todos os sujeitos envolvidos nas relações escolares, pois não são apenas os alunos em situação de desvantagem que precisam “estar inseridos”, são todos os sujeitos da prática educativa. Todos aqueles que estarão envolvidos nas transformações propostas, no âmbito educativo, buscando incessantemente o conhecimento." Que outros pontos te chamam a atenção nesse texto?
Achei bem interessante o teu comentário final sobre a importância do "novo olhar a partir desse conhecer". Tu acredita que esta interdisciplina contribuiu para a tua prática em sala de aula, com alunos como W.?
Teu material está muito organizado e as atividades solicitadas para o dossiê foram todas postadas em dia. Parabéns!
Um abraço, Simone - tutora sede EPNE

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